Um ficheiro CSV é a forma mais simples de tirar do banco o seu próprio histórico de transações: linhas de texto simples, uma por transação, que qualquer folha de cálculo ou ferramenta de orçamento consegue ler. O senão é que cada banco esconde a opção num sítio ligeiramente diferente e dá-lhe um nome ligeiramente diferente. Os passos abaixo funcionam para a maioria dos bancos, quer use o site ou a aplicação, e as verificações finais poupam-lhe os problemas que só aparecem depois de o ficheiro já estar no seu orçamento.
Porque é que o CSV costuma ser o melhor formato a pedir
O CSV são dados primeiro e aparência depois. Cada linha é uma transação, com colunas para a data, o valor e a descrição, pelo que uma ferramenta de orçamento ou uma folha de cálculo consegue lê-lo sem adivinhar. Um extrato em PDF tem melhor aspeto, mas foi feito para ser impresso, e extrair dele linhas limpas é muito mais difícil.
Se o seu banco oferecer mais do que uma escolha, o CSV é uma primeira opção segura. Alguns bancos oferecem também formatos normalizados como o OFX, que funcionam igualmente bem. Se o CSV não for de todo oferecido, procure uma opção de folha de cálculo (XLS ou XLSX), que contém o mesmo tipo de tabela.
Exportar um CSV em seis passos
Os nomes dos menus variam de banco para banco, mas o caminho é quase sempre o mesmo:
- Inicie sessão num computador, se puder. Muitos bancos oferecem opções de exportação mais completas no site do que na aplicação móvel, e um ficheiro guardado num computador é mais fácil de encontrar e de verificar.
- Abra a conta que pretende. Vá à lista de transações de uma conta ou de um cartão, não à página de resumo. Cada conta, conta poupança e cartão de crédito costuma ter de ser exportado em separado.
- Procure a opção de exportar ou descarregar. Muitas vezes é um pequeno botão ou ligação junto à lista de transações, com um nome como exportar, descarregar, extrato ou ficheiro de movimentos. Se não a encontrar, procure num menu chamado documentos, extratos ou relatórios.
- Defina o intervalo de datas antes de exportar. Escolha meses completos, do primeiro ao último dia, e recue tanto quanto o banco permitir, já que muitos bancos limitam o histórico que cabe num único ficheiro. Para um histórico longo, exporte por partes.
- Escolha CSV como formato. Se vir opções como CSV, PDF, XLS ou OFX, escolha CSV. Se existir uma opção para incluir todas as colunas ou todos os detalhes, ative-a, porque as colunas a mais podem sempre ser ignoradas mais tarde, mas as que faltam não se recuperam.
- Guarde o ficheiro num local onde o volte a encontrar e conserve o original. Dê-lhe um nome que inclua a conta e as datas, por exemplo o banco, a conta e o mês, e não o substitua se mais tarde arrumar uma cópia.
Seis verificações antes de usar o ficheiro
Abra o ficheiro uma vez e analise-o antes de o importar. Estes são os problemas que causam a maioria das importações falhadas ou erradas:
- Cobre as datas que esperava? Verifique a primeira e a última linha. Um ficheiro que termina a meio do mês ou começa alguns dias depois deixa lacunas silenciosas nos seus totais.
- As datas são legíveis e consistentes? Uma data como 03/04 pode significar 3 de abril ou 4 de março, consoante o banco. Compare algumas linhas com o seu homebanking para ter a certeza de qual é o seu caso.
- Os valores estão corretos? Alguns ficheiros mostram as despesas como números negativos e os rendimentos como positivos, outros usam duas colunas separadas para saídas e entradas de dinheiro. Alguns usam a vírgula como separador decimal. Confirme uma ou duas transações de que se lembre.
- O separador é o que espera? Apesar do nome, muitos ficheiros CSV usam ponto e vírgula em vez de vírgulas, sobretudo onde a vírgula é o separador decimal. Uma ferramenta que espere vírgulas pode então mostrar tudo apinhado numa só coluna.
- Os caracteres especiais aparecem bem? Se os nomes mostrarem símbolos estranhos, o ficheiro usa uma codificação de texto diferente. Isso normalmente resolve-se na importação, por isso tome nota em vez de editar o ficheiro à mão.
- Continua a ser o original? Abrir um CSV numa folha de cálculo e guardá-lo de novo pode alterar datas, eliminar zeros à esquerda e reescrever formatos de números. Se só quer ver o conteúdo, feche sem guardar ou trabalhe numa cópia.
Onde entra o Home Budget Analytics
Depois de ter o ficheiro, o Home Budget Analytics lê-o a partir de um carregamento. Os extratos de bancos que já reconhece são mapeados automaticamente e, para um esquema novo, indica uma só vez as colunas da data, do valor e da descrição e a aplicação memoriza esse mapeamento para todos os extratos seguintes do mesmo banco. As transações são depois deduplicadas, para que uma exportação com datas sobrepostas não conte nada duas vezes, e categorizadas com regras que aprova.
Convém ser claro quanto aos limites. A aplicação trabalha com extratos que carrega, e não com uma ligação direta ao banco, pelo que a atualiza exportando e carregando de novo. Não movimenta dinheiro, não acompanha investimentos nem património líquido, e não existe uma aplicação móvel nativa.
Perguntas frequentes
Não encontro uma opção de exportação no meu banco. E agora?
Experimente o site em vez da aplicação, procure em extratos, documentos ou relatórios, e verifique se a opção só aparece depois de abrir uma única conta. Se o seu banco oferecer apenas PDF, isso ainda pode funcionar, mas uma exportação em CSV ou folha de cálculo é mais fiável quando existe, pelo que vale a pena espreitar rapidamente as páginas de ajuda do banco.
Quanto histórico devo exportar?
Tanto quanto o banco permitir, idealmente pelo menos um ano completo, porque os padrões anuais, como seguros, viagens e despesas de férias, só se revelam num período longo. Se o banco limitar cada ficheiro, exporte por partes, em meses completos.
Preciso de um ficheiro separado para cada conta?
Normalmente sim. As contas à ordem, as contas poupança e os cartões de crédito são normalmente exportados um de cada vez, por isso repita os passos para cada um que queira incluir no seu orçamento.
É seguro guardar estes ficheiros no meu computador?
Um extrato contém dados financeiros pessoais, por isso trate-o como qualquer documento privado: guarde-o num local a que só você tenha acesso, evite enviá-lo por email e elimine as cópias de que já não precisa.
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